quinta-feira, 30 de maio de 2013
breed
my mind is circling around the same song for two whole days. day and night. it's a sad song, but in the end it leaves a happy note deep within...it's about a broken surface of fundamental feelings that are being shaken and carried away with the illusion of time. but there's a very special awareness that they are being blessed by something or something, somehow.
sábado, 11 de maio de 2013
Umas das fotos mais bonitas e simbólicas que tenho da minha infância. O meu avô a atar-me os sapatos para não cair, haverá melhor metáfora que se adapte ás circunstâncias da vida? Ainda sou esta criança não sou? Pois claro que sim, e se ele ainda estivesse vivo decerto que seria o seu netinho pequenino para proteger e guardar. Não nos fazemos homens e deixamos essa criança para trás, nunca...ela fica lá sempre bem guardada. Às vezes está muito só ou estragada, outras vezes reprimida ou desvitalizada. O meu avô era um pai. Às vezes era avô e outras vezes tinha alturas em que parecia estar a agir com o pai para mim e eu via-o como um ser abrasivo de coração-sabedoria - hoje chorei por ele, e foi tão bonito. O refinamento do teu sofrimento é um autêntico invocador de fé. Hoje, fui até ao cemitério, sem mesmo saber por onde ir e apeteceu-me a companhia de um amigo. Bastou chegar ao monumento físico em honra de sua memória e não me contive. É-me raro chorar compulsivamente. Muito raro, ainda do mais, quando é espontâneo, mas após o caminho todo a me conter...Libertei-me até aos céus. Das centenas de almas que estavam ali ao meu redor, eu estava ali apenas com ele, na companhia dele. Parecia estar dentro de uma casa feia do seu amor que me acolhia com palavras ternas e doces. Há coisas tão intensas. Liberto tudo o que há em mim para que chegue ao meu avô na forma mais pura e desinteressada de amor, sem dramas ou esquemas, sem desespero, sem filtros mentais; que venha de um coração puro e que chegue à morada imaterial que o constitui e o envolva de humildade, de um belo ser que ele conheceu nesta vida e que adorou a bela e curta aprendizagem que teve com uma alma educada e responsável. Amo-te.
domingo, 21 de abril de 2013
Louvado seja Ele que nos insuflou com ferocidade.
Beber do vinho e de Deus-Pai
Afogar-me de ti
Sol que enche
Um copo meio-cheio
Eu que ame o lado obsceno
Proclame o toque
A mais sagrada degustação
Em consideração
Pela tua pele
Eu que lance já o medo
Que este seja procurado
E possa descansar assim
Contigo deitado.
Afogar-me de ti
Sol que enche
Um copo meio-cheio
Eu que ame o lado obsceno
Proclame o toque
A mais sagrada degustação
Em consideração
Pela tua pele
Eu que lance já o medo
Que este seja procurado
E possa descansar assim
Contigo deitado.
Hedonismo vs Ascetismo
Quem sabe estão ligados, de mão dada, estes dois estados de espírito andaram a esclarecer através de dilúvios de sensações o orvalho divino que é um ser humano.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Sound
A vida tem uma infinita quantidade de música disponível. É tipo um iCloud etéreo com infinitas variantes de melodias. O que os músicos fazem é beber um pouco dessa cantiga e manifestá-la fisicamente o mais fielmente que conseguirem...bem isso depois depende da qualidade e refinamento da percepção do artista.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Desencaminhar.
O ser humano que nasce face às adversidades do pensamento nunca consegue atingir metas auto-lineares redutoras de conciliações extensas e demoradas...Isto porque a substância que deriva dos diversos obstáculos acesos do debate íntimo e fulcral que é o diálogo reflectido do núcleo espelhado pelas palavras do reflexo recôndito divergem em contradição indolente e sofisticada. Às vezes sim, acontece, um laivo de números irrequietos deslocarem-se em espiral anestesiada em que sobe o carro à estação de tangerinas e espirra o controlo terrestre avariado. É complicado, mas por vezes acontece.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
O homem que deixa a emoção fluir com toda a consciência focada em intensificar a mesma, sem que a direção da sua mente criativa toque intuitivamente no seu centro e perca o rasto puro; fiel à fonte. Sem hesitações quanto ao deixar sair laivos do negrume que nos fazem sentir. Anseia por libertação em cada verso proferido e assim se eleva em prece submissa. Respeita o processo criativo em toda a sua santidade. Sabe que o real não é aquilo que nos toca à superfície mas sim aquilo que se impregna indelevelmente nas entranhas. É dor que busca éter. É substância que aspira ser intima de si mesma
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